Fase 2 do fim da quarentena faz Europa abrir fronteiras e pontos turísticos

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Fase 2 do fim da quarentena faz Europa abrir fronteiras e pontos turísticos

A Europa recebe milhões de turistas todos os anos. A alta temporada é o verão (junho a agosto). Entretanto, em 2020 esse cenário mudou, já que os casos globais de Covid-19 ultrapassaram 3 milhões de contaminados. O verão se aproxima e os planos de viagem para os próximos meses ainda são incertos.

Conforme os países europeus vão diminuindo as medidas de restrição, os viajantes esperam recuperar o tempo perdido. Profissionais do turismo e apaixonados por viagens questionam quando os roteiros farão parte da rotina novamente. Saiba como cada país vem agindo em relação ao confinamento e o que esperar!

Reabertura da Europa

Depois de semanas de confinamento, os países europeus começam a voltar à normalidade. Respeitando o distanciamento social e novas medidas de proteção contra o Coronavírus, o velho mundo flexibiliza a quarentena e tenta reanimar a economia.

Foram quase dois meses de lockdown. Um país atrás do outro decretou que toda a população ficasse em casa e houvesse apenas deslocamentos essenciais. Filas nas farmácias e supermercados assustaram a todos.

Escolas fechadas, pais trabalhando de casa e lidando com as crianças em paralelo. Profissionais de saúde exaustos e números sendo superados dia a dia. Após vivenciar semanas tensas de confinamento, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Espanha e demais países viram seus números despencarem e optaram pelo relaxamento gradual da quarentena. 

Desde o dia 17 de março as fronteiras na Europa foram fechadas para viagens não essenciais. No dia 13 de maio a União Europeia anunciou a abertura gradual das fronteiras entre os países do bloco. Com os sinais de enfraquecimento do Coronavírus em toda a Europa, as restrições de viagens vão sendo revogadas aos poucos. 

Como os países estão lidando com o retorno das atividades

Na última segunda-feira (18 de maio), a Europa entrou na fase 2 do fim da quarentena. Na França, escolas foram reabertas. Aos poucos todas as instituições de ensino vão voltar a funcionar, inclusive universidades e escolas de francês para intercambistas.

Na Itália, os cafés voltaram a abrir. Veneza recebeu turistas nacionais e até as gôndolas voltaram a navegar pelo canal da cidade. O país anunciou que a partir do dia 3 de junho irá receber turistas europeus. As fronteiras do país ainda continuam fechadas. 

Papa Francisco celebrou uma Missa para 30 fiéis. Entretanto as restrições podem ser vistas por toda Itália. Para entrar na Capela da Casa de Santa Marta, os visitantes usaram máscaras e alguns até luvas. Restaurantes e cafés tem limite máximo de capacidade. Até para passear de gôndola, é preciso respeitar o distanciamento social.

A Alemanha abriu o comércio e fez a alegria dos seus residentes. Desde 13 de maio as fronteiras da Alemanha com a França, Suíça e Áustria, estão abertas – mas seguem com condições rigorosas de controle. A reabertura para os demais países do bloco europeu deve acontecer a partir do dia 15 de junho. 

A Irlanda optou por começar as atividades de forma gradual, desde o dia 18 de maio. Os estabelecimentos que voltaram a funcionar devem seguir diversas medidas de precaução. A partir do dia 20 de julho estarão permitidas viagens para fora da região de residência e os pontos turísticos voltarão a funcionar. Apenas em agosto, os bares, boates e cassinos serão reabertos.

A Espanha voltou a ver seu povo nas ruas, algumas cidades optaram por começar a reabertura tardiamente. Málaga e Valência, cidades litorâneas, afrouxaram as medidas de proteção uma semana após outras cidades. Madrid e Barcelona serão as últimas a abandonarem o confinamento, as duas maiores cidades da Espanha foram as áreas mais afetadas.

Pontos turísticos também foram reabertos, é o caso da Acrópole, em Atenas. Após dois meses fechado, o monumento da antiguidade recebeu os primeiros visitantes no dia 18 de maio. Embora o público fosse pequeno, bem diferente do habitual, jornalistas e o presidente do país entraram no sítio arqueológico usando máscaras e mediante medidas rígidas de segurança sanitária.

Para evitar uma segunda onda de contaminação, os países europeus reabrem seus espaços públicos e privados, mas continuam adotando medidas de seguranças. A higienização das mãos e o uso de máscaras são incentivados e em muitos locais obrigatórios.

É possível encontrar álcool gel em vários pontos das cidades, inclusive nas paradas de ônibus. As carteiras escolares, assim como as pessoa na filas e as mesas de trabalho devem manter 1 metro de distância. A capacidade de lotação de bares e restaurantes é limitada.

Não se sabe ao certo quando as fronteiras da Europa estarão abertas aos brasileiros. Alguns países devem permitir a entrada de turistas de acordo com  a situação da pandemia em seu país de origem. Provavelmente essa abertura será após os países europeus voltarem ao normal e abrirem todas suas fronteiras para os países do bloco. 

É preciso considerar também que, enquanto a Europa registra queda no número de vítimas diárias, a curva de contágio no Brasil ainda está crescente. Por esse motivo, a reabertura de um continente para o outro deve ser tomada com cautela para preservar os territórios que conseguiram erradicar ou diminuir a contaminação.

A Nova Zelândia, na Oceania, tem sido um exemplo do controle da doença e não registra novos casos de Coronavírus desde o dia 4 de maio. O país que sempre foi um destino paradisíaco para os viajantes e intercambistas, agora chama atenção pela forma como enfrentou a pandemia.

Ainda parcial, a reabertura da Europa é um alívio para países que ficaram confinados e viveram dias tensos, com a perda de milhares de cidadãos europeus. O aquecimento da economia também deixam os europeus mais tranquilos, diante do impacto econômico das últimas semanas. Porém, é preciso muita cautela para evitar uma segunda onda de contágio.

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